O fim do Banco Real: como um dos maiores bancos do Brasil foi absorvido pelo Santander

A história do Banco Real, seus diferenciais e os motivos da sua fusão com o Santander em 2010

Filial do Banco Real, na Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil
Filial do Banco Real, na Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil

Você se lembra do Banco Real? O Banco Real foi um dos maiores bancos do Brasil, com forte atuação no segmento de varejo e de responsabilidade socioambiental. Porém, em 2010, o banco deixou de existir como uma instituição independente, e passou a fazer parte do grupo Santander. Neste artigo, vamos relembrar a história do Banco Real, seus diferenciais e os motivos da sua fusão com o Santander.


A origem do Banco Real


O Banco Real surgiu em 1925 como Banco da Lavoura de Minas Gerais, fundado por Clemente de Faria, um fazendeiro e comerciante de café. O banco tinha como objetivo financiar a produção agrícola, especialmente a cafeicultura, que era a principal atividade econômica do estado. O banco cresceu junto com o desenvolvimento do país, e se expandiu para outras regiões, abrindo agências em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Em 1971, o banco mudou seu nome para Banco Real, e passou a oferecer serviços bancários para diversos segmentos, como indústria, comércio, serviços e pessoas físicas. O banco também se destacou por sua inovação tecnológica, sendo o primeiro a lançar o cheque especial, o cartão de crédito e o internet banking no Brasil. Além disso, o banco se preocupava com a sua responsabilidade social e ambiental, adotando práticas de sustentabilidade, transparência e ética em seus negócios.


A venda para o ABN AMRO


Em 1998, o Banco Real foi vendido para o grupo holandês ABN AMRO, que era um dos maiores bancos do mundo na época. A venda foi motivada pela crise financeira internacional que afetou o Brasil, e que levou à desvalorização do real e à necessidade de capitalização dos bancos nacionais. O ABN AMRO pagou cerca de 2,1 bilhões de dólares pelo Banco Real, e integrou as operações do banco brasileiro com as suas próprias, criando o ABN AMRO Real.

O ABN AMRO Real manteve a marca e a identidade do Banco Real, e continuou a investir no segmento de varejo e na responsabilidade socioambiental. O banco também se beneficiou da recuperação econômica do Brasil nos anos 2000, e aumentou sua participação de mercado, sua rentabilidade e sua reputação. O banco chegou a ter mais de 2 mil agências, 25 mil funcionários e 20 milhões de clientes no Brasil.


A fusão com o Santander


Em 2007, o ABN AMRO foi alvo de uma disputa entre dois consórcios de bancos, que queriam comprar o grupo holandês e dividir seus ativos entre si. Um dos consórcios era formado pelo Royal Bank of Scotland, pelo Santander e pelo Fortis, e o outro era formado pelo Barclays. Após uma longa e acirrada negociação, o consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland venceu a disputa, e pagou cerca de 100 bilhões de dólares pelo ABN AMRO, na maior aquisição bancária da história.

No Brasil, o Santander ficou com o controle do ABN AMRO Real, e iniciou um processo de fusão e mudança de marca, que se concluiu em 2010. Com isso, o Banco Real deixou de existir como uma instituição independente, e passou a fazer parte do grupo Santander, que se tornou o terceiro maior banco privado do país, atrás apenas do Itaú e do Bradesco. O Santander manteve alguns dos diferenciais do Banco Real, como o segmento de varejo e a responsabilidade socioambiental, mas também fez mudanças na estrutura, na cultura e na oferta de produtos e serviços do banco.


Conclusão


O fim do Banco Real foi um marco na história bancária do Brasil. O Banco Real foi fundado em 1925 como Banco da Lavoura de Minas Gerais, e se tornou um dos maiores bancos do país, com forte atuação no segmento de varejo e de responsabilidade socioambiental. Em 1998, o banco foi vendido para o grupo holandês ABN AMRO, que integrou as operações do Banco Real com as suas próprias. Em 2007, o ABN AMRO foi adquirido por um consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland, pelo Santander e pelo Fortis, que dividiu os ativos do banco holandês entre si. No Brasil, o Santander ficou com o controle do Banco Real, e iniciou um processo de fusão e mudança de marca, que se concluiu em 2010. Com isso, o Banco Real deixou de existir como uma instituição independente, e passou a fazer parte do grupo Santander.

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